Secretária de Educação de município de MT denuncia ameaças de morte e ataques misóginos em grupo de WhatsApp
Secretária municipal de Educação de Mirassol d’Oeste, Rosana de Cássia Botelho de Carvalho, relatou que vem sendo alvo de ofensas, calúnias e difamaçõe...
Secretária municipal de Educação de Mirassol d’Oeste, Rosana de Cássia Botelho de Carvalho, relatou que vem sendo alvo de ofensas, calúnias e difamações em um grupo da região. Reprodução A secretária municipal de Educação de Mirassol d’Oeste, Rosana de Cássia Botelho de Carvalho, de 57 anos, procurou a Polícia Civil após receber ameaças de morte em um grupo de WhatsApp da cidade, na terça-feira (28). O g1 entrou em contato com a secretária, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem. Segundo o boletim de ocorrência, ela relatou que vem sendo alvo de ofensas, calúnias e difamações em um grupo de WhatsApp da região. Nas mensagens, pessoas não identificadas teriam feito acusações contra a secretária, com xingamentos e alegações de envolvimento em crimes, como desvio de dinheiro público. As publicações também incluíram ofensas misóginas e afirmaram que ela teria roubado valores dos cofres públicos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Vídeos em alta no g1 Em nota, a Prefeitura de Mirassol d’Oeste afirmou que repudia as ameaças, calúnias e difamações contra a secretária. Segundo o município, áudios divulgados em grupos de mensagens teriam incitado violência física contra a servidora, com acusações sem comprovação de desvio de recursos. "A Prefeitura expressa sua total solidariedade a Rosana e reafirma sua confiança no trabalho dedicado que ela desenvolve à frente da pasta de Educação. Condenamos categoricamente a violência política e a misoginia que se manifestam através de ameaças de morte e campanhas de perseguição contra mulheres em cargos públicos. A incitação ao assassinato é crime grave que deve ser investigado e punido com rigor pelas autoridades competentes." A prefeitura também declarou que apoia as investigações da Polícia Civil e defendeu a adoção de medidas para garantir a segurança da secretária. A Polícia Civil investiga o caso. Por se tratar de crime de natureza pessoal, cabe à vítima decidir se dará publicidade aos fatos.