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Divulgados os membros da CPI que apura suspeitas de fraudes em contratos da Saúde em MT

A CPI vai investigar contratos firmados entre 2019 e 2023, período que inclui a pandemia da Covid-19 Vergueiro/Secom-MT A Assembleia Legislativa de Mato Grosso...

Divulgados os membros da CPI que apura suspeitas de fraudes em contratos da Saúde em MT
Divulgados os membros da CPI que apura suspeitas de fraudes em contratos da Saúde em MT (Foto: Reprodução)

A CPI vai investigar contratos firmados entre 2019 e 2023, período que inclui a pandemia da Covid-19 Vergueiro/Secom-MT A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) divulgou, nesta quarta-feira (4), em Cuiabá, os nomes dos deputados que vão integrar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar denúncias de irregularidades em licitações da Secretaria de Estado de Saúde (SES). A comissão será presidida pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD). O grupo terá 180 dias para concluir os trabalhos, com possibilidade de prorrogação, conforme prevê a Lei Federal nº 1.579/1952, que regulamenta as CPIs no país. A criação e a composição da comissão foram oficializadas por meio do Ato nº 009/2026, publicado no Diário Oficial Eletrônico da ALMT. Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde informou que está à disposição para colaborar com os trabalhos da comissão. "A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) acompanha a instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) pela Assembleia Legislativa e reafirma o seu compromisso com a transparência, colocando-se à disposição para colaborar em todas as etapas dos trabalhos de apuração", declarou em nota. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias de MT em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 A comissão será composta pelos membros: Wilson Santos (PSD), presidente; Chico Guarnieri (PRD), vice-presidente; Beto Dois a Um (União), relator; Janaina Riva (MDB), membro titular; Dilmar Dal Bosco (União), membro titular; Carlos Avallone (PSDB), suplente; Paulo Araújo (PP), suplente; Lúdio Cabral (PT), suplente; Dr. Eugênio (PSB), suplente; Thiago Silva (MDB), suplente. Entenda o caso A CPI vai investigar contratos firmados entre 2019 e 2023, período que inclui a pandemia da Covid-19, e está relacionada às apurações que resultaram na Operação Espelho, cumprida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor). Segundo Wilson Santos, a comissão vai ouvir convocados e analisar documentos para esclarecer se houve ilegalidades na aplicação de recursos públicos. Ele afirmou que a CPI dará espaço para que gestores e empresas apresentem explicações sobre contratos firmados sem licitação e possíveis prejuízos aos cofres do estado. As apurações que motivaram a instalação da CPI começaram na época da pandemia da Covid-19, quando surgiram denúncias de irregularidades em contratos para a prestação de serviços médicos na rede estadual de saúde, principalmente em unidades com leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Na época, auditorias realizadas pela Controladoria- Geral do Estado (CGE) identificaram: Pagamentos por plantões médicos sem comprovação; Uso de profissionais não habilitados; Registros feitos antes do cadastro oficial no sistema; Alterações em documentos públicos. O prejuízo estimado apenas em dois contratos analisados foi de R$ 229,7 mil. As investigações também apontaram que, somente durante o período da pandemia, a empresa investigada recebeu mais de R$ 17,5 milhões do governo do estado por serviços prestados em hospitais da rede pública. Por isso, foi determinada a ampliação das auditorias para outros contratos. Agora, com a instalação da CPI, os parlamentares devem aprofundar a apuração sobre possíveis fraudes em licitações, formação de cartel, direcionamento de contratos e eventuais danos ao erário estadual.